Surely, this is not a diary of my journey… I won’t have time to update it daily!
However, in order to not bother anyone with emails, those who wish to ear from me may check here some posts and images throughout the few weeks that I’ll be in South America!


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sobre as nuvens...

Saliento que, apesar de estar sempre com a mesma T-shirt no post anterior, nao significa que todas estas fotos tenham sido tiradas no mesmo dia... chamemos-lhe, por eufemismo, uma gestao de recursos, ou mesmo um repelente natural de insectos!! :) Mas, confesso que, ao admirar outros viajantes que carregam mundos nas suas costas, agradeço a todos os deuses pagaos e nao pagaos o facto de ter uma mochila super pequena e leve (menos de 9kg), invejado por todos os demais!!! Um pequeno investimento de 3€ nos hostals, por cada semana e pouco, permite-me voltar aos standards de limpeza decretados na europa bem ocidental. E este sacrificio pequeno sacrifíco que levo nas minhas costas serviu-me em muito no dia em que, confesso, já desesperava sair deste deserto. Começamos a ficar um pouco alterados com a existencia do inexistente que um homem ocidental precisa...Comecei a ficar preocupado, a hora já passava e o meu autocarro que me levaria a terras da Argentina nao chegava naquele largo tórrido ao lado do cimitério... e pior ainda, nem encontrava nenhum outro viajante que teria o mesmo destino que eu. Andei para trás e para frente, a perguntar a toda a gente, onde ficava a paragem do autocarro argentino, e todas elas me davam respostas pouco confiantes, ou contraditórias, fazendo-me caminhar para trás e para frente naquelas ruelas...Por fim decidi ir, a cerca de 500m do centro fica a polícia chilena onde vistoriam e autorizam a passagem de todos os veículos para a estrada que nos leva, a 150km dali, à alfandega que se encontra a cerca de 4800m de altura com a Argentina. Perguntei a todos os caminhantes, de aspecto tao poeirento como eu, se viram o meu autocarro... estes saltibancos aguardam aqui nas esparcas sombras desesperados por uma boleia, ou um lugar disponível que os 3 autocarros semanais possam ter para saírem dali. Os proximos lugares disponíveis nas empresas dos autocarros sao a mais de 10 longos dias... e alguns locais inflacionam os preços em seus carros particulares, levando os desesperados a desembolsar 600 dolares para uma viagem de 7 horas. Aqueles saltibancos pouco me garantiram que nenhum autocarro passara, e exasperaram como eu tinha conseguido o meu bilhete. Informei-lhes que, em conversas com outros viajantes em outros hostals, me tinha apercebido da dificuldade, levando-me a comprar quase semana e meia antes!!Com a falta de informaçao fidedigna, decidi perguntar, já bastante preocupado, ao polícia local (com quem ainda nao tinha tido nenhum stress no Chile), se ja tinha passado o meu autocarro... o qual me disse, "¡hoy no hay bus argentino!" Tudo no meu estômago se revirou, temendo o pior... mas, subitamente, fui interrompido por gritos daqueles saltibancos todos dizendo: "¡Eh chico, achá está tu bus!!"E éis que abençoei aquele autocarro de azul cristalino e jubilante naquele cenário árido, uma hora depois do horário previsto... um bem haja àqueles viajantes desafortunados!
O resto da viagem foi através de cenários dislumbrantes... passamos por um salar já no lado da Argentina, e começamos a descer pelas nuvens que ficam retidos deste lado da cordilheira! A vegetaçao mudava gradualmente, e, num piscar de olhos, i.e., nus esparcos 40km, passámos de uma pasaigem árida povilhada por cactos enormes, para um cenário de floresta frondosa e impenetrável quase tropical.
E eis que cheguei a Salta, 11horas depois!




1 comentário:

  1. Hehehe!! Estou a imaginar a tua preocupação e susto!! Felizmente tudo correu bem! Continua com estes postes fantásticos! Só lamento uma coisa... Não ter conseguido enfiar-me na tua mochila! Bem que podia ser um pouco maior! Beijinhos

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