A minha 15a etapa foi finalmente o Brasil!! Os falantes da língua de Camoes dicidiram, com todo o mérito merecido, chamar a este espaco de terra de Bonito... e de facto, existem inúmeras e "breathtaking" actividades aquáticas que se podem aqui fazer!!...
Mas, os seguidores de Camoes, muitas vezes, nao se entendem bem quando conversamos nessa mesma língua!! E, na MAIORIA das vezes sou sempre respondido com "Oi?" (= "O que?)... é impressionante a quantidade das vezes que a ouço, e ainda mais repetidamente as ouço em cada frase nas minhas tentativas fracassadas em tentar explicar o que queria dizer, terminando em "O que? Ahh... nao estou entendendo." Para evitar esta torre de Babel crescente de explicar a explicaçao do que queria ter dito inicialmente, faço entao um esforço ainda maior do que fiz nos países Castelhanos, para falar, nao só de acordo com o acordo ortográfico, assim como, com o sotaque a que os Portugueses de Portugal se foram habituando pelas tele-novelas (para que fique bem claro quanto à minha actual programacao televisiva, refiria-me, da minha parte, desde do "Roque Santeiro" ao "Pedra sobre Pedra"... passando pelas boas memórias da apresentacao do "Tieta do Agreste")!! E como resultado, nas vezes em que me esmero mesmo a falar, sou premiado com um comentário muito positivo aqui dos Brasileiros: "Voce fala muito bem o Portugues!!" Apesar de todo este meu esforço, por vezes ainda acabo por ser ensinado pelo recepcionista do hostel de como se deve falar: "Re-ce-PÊ-çao!", e apontando à placa sobre a porta me explica onde está o dito Pê que eu deveria ter prenunciado, assumindo ele provavelmente que eu nao o tinha visto.
Inicialmente, confesso, começava a irritar-me... mas agora, aceito com bom grado a multi-complexidade de que possuem as línguas dos humanos, nao devendo criticar negativamente o que é apenas o diferente... Penso que seja o que eventualmente sentem os Açorianos quando tentam expressar com os continentais.
As viagens ate cada um dos sitios com grande interesse se fazem por caminhos de terra batida, o que as chuvas desta altura do ano dificultam um pouco a tarefa dos condutores... mas, pelo menos vamos sentindo o cheiro da terra, vamos observando o quotidiano dos agricultores, vamos relaxando a ver o verde forte dos extensos campos, e vamos vendo algumas das 22 milhoes de cabecas de gado que este estado do Mato Grosso do Sul alberga!
Mas, o que de facto impressiona é a disparidade dos precos que se praticam neste pequeno e tranquilíssimo povoado!! Sim, já me tinha apercebido que os precos da Bolivia ficariam por lá... no entanto, chiça penico!!... é caríssimo, mais caro que a Europa! Mas, os brasileiros lá vao vivendo a sua vidinha tranquila, dia após dia, aceitando os impostos e taxas exurbitantes do governo do Lula... é o que eles dizem, este é o que tenta fazer mais de todos os presidentes que lá passaram.
E assim foi, devagar devagarinho fui fazendo os tours caríssimos... vendo grutas, estar em balneários naturais de rios de água quente com peixes enormes, fazer snorkeling (mergulho em apneia) ao sabor da corrente do rio com peixoes que vem destemidos quase ao encontro do nosso nariz!!
Ui... já me esquecia, aqui a comida é FANTÁSTICA!!!!! Tirei a barriga das misérias a que me fui submetendo (e até habituando nesta viagem, com o expoente máximo na Bolívia), e rendi-me aos self-service caseiros ali em cada esquina, onde nao resisto em fazer montanhas que rivalizam o Everest de feijoada, arroz, farofa, carne, CARNE, saladita, banana frita, ... enfim, um alarvo portugues assumido, onde vou passando com o meu prato, com extrema concentraçao para evitar resvalos de comida, por entre brasileiros que me olham de esguelha!


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