É uma cidade que tem 7 Universidades... e, numa tarde em que caminhava aliatoriamente pelo centro histórico, fui levado pela curiosidade em entrar na Faculdad de Ciencias Exactas Fisicas e Naturales. Andei por la por dentro, vi o sistema de notas (A a F), vi os característicos papéis colados nas paredes de festas ou actividades da associaçao, etc... pelo caminho estava uma porta aberta dum anfiteatro, tao austero como os do Pavilhao Central do IST, e decidi assistir à aula: era a primeira aula dos caloiros de Engenharia Quimica!! O professor Ing. Daniel estava a filosofar e a interagir com os alunos, a questionar porque é que os alunos nao gostam de matemática e física, e outras coisas interessantes... lá fiquei uma meia hora na fila de trás a ouvir o professor, dava gosto ouvi-lo! Por fim, ele perguntou aos 30 caloiros (todos com 18 anos) da 1ª aula quantos eram trabalhadores-estudantes: mais de 1/3 levantou o braço!!!! Vim-me embora a pensar o quao priveligiados sao os filhos de Portugal hoje em dia!!
Num outro dia peguei um autocarro local, e lá fui banhar-me naquilo que toda a gente dizia: "¡Ahh... La Bolsa es muy bonito... puedes bañar-te!!" Contudo, a zona do rio mais funda nao molhava sequer o meu joelho...No entanto, famílias inteiras lá ficavam deitados na água a confraternizar! Confesso que desejei do meu Riacho Neiva!
Durante a viagem, vi que havia inúmeros... vá, ouriços pendurados em todos os fios de electricidade/telefone. Perguntei ao senhor que ia ao meu lado no autocarro o que eram aquilo, lá me explicou que era "Claves del Aire", sobrevivem sem terra assim pendurados!
Enfim, nao foi por tudo isto que lá fui... junto a La Bolsa fica Alter de Gracia, que foi a aldeia chique que o Ché Guevara viveu desde que se descobriu que tinha asma em bebé, o ar de lá, dizem, faz bem... como ele era frequentemente impedido de ir brincar lá fora, ficava entao em casa a ler muito, nao deixando de ser um puto irreverente e reguila!! O museu vale mesmo a pena visitar, onde cada habitaçao é uma fase da vida dele. No entanto, junto ao museu ha muitas tendinhas... o que mais me irrita é todo este comércio em volta da sua imagem, da sua figura, de Cuba!! Seguramente, ele nao desejaria nada disto... com isto, nunca irei comprar nenhum tipo de bijuteria ridícula com a sua imagem, ¡ hasta la muerte!!
Ahh, deixem-me que introduza aqui uma errata ao meu ultimo post: de facto, os argentinos falam muito sschhsss... mas, a alcunha Ché dada a esta figura é devido ao facto de que toda a gente diz "ché" uns p'rós outros como se fosse o nosso "pá". Tipo, imaginem se o nosso Primeiro-Ministro fosse argentino, ele teria dito: "Porreiro ché, porreiro!" (apre, que blasfémia...)



















